Esta página foi publicada em 2020 como uma galeria de fotos de uma cena de Patricia Kimberly com o ator Capoeira, gravada para o Safada.tv. No meio da descrição, o texto original registrava dois detalhes que valem mais do que as fotos: a penetração foi feita com camisinha, e Patricia só chegou ao orgasmo quando passou a se tocar com a mão. As imagens explícitas saíram. Os dois detalhes ficaram, porque explicam bastante do que acontece no sexo vaginal fora do set.

Vale lembrar que uma cena pornô é gravada para a câmera, com pausas, ângulos e posições escolhidos para a imagem. O que as atrizes do Safada.tv contam sobre o trabalho ajuda a separar o que é set e o que é vida real.
Vulva, vagina e clitóris
A vagina é o canal interno que vai da abertura, na vulva, até o colo do útero. A vulva é a parte de fora: os lábios, a abertura da vagina, a abertura da uretra e a glande do clitóris. Chamar tudo de vagina parece só uma questão de vocabulário, mas tem efeito prático: quem pensa no sexo vaginal apenas como penetração do canal costuma esquecer a parte mais sensível.
Em repouso, a vagina tem de 7 a 10 centímetros de profundidade, segundo a Cleveland Clinic. Com a excitação, o fluxo de sangue aumenta, o colo do útero sobe um pouco e o canal se alonga, chegando a algo entre 10 e 20 centímetros, além de se alargar e ficar lubrificado. Esse ajuste leva algum tempo, e começar a penetração antes dele é pular uma etapa de que o corpo precisa.
O clitóris também é maior do que parece. A parte visível é só a glande; por dentro, ele continua em dois corpos e dois bulbos de tecido erétil, que ficam junto da uretra e da parede da vagina. A descrição é de um estudo de anatomia de O’Connell, Sanjeevan e Hutson, publicado em 2005 no Journal of Urology.
Por que a penetração sozinha muitas vezes não basta
Num levantamento com 1.055 mulheres de 18 a 94 anos nos Estados Unidos, publicado em 2018 no Journal of Sex & Marital Therapy, só 18,4% disseram que a penetração sozinha basta para chegar ao orgasmo. Para 36,6%, a estimulação do clitóris é necessária durante a penetração, e outras 36% disseram que, mesmo sem ser indispensável, ela deixa o orgasmo melhor. Um levantamento ainda maior, com mais de 52 mil adultos, aponta na mesma direção; os números estão em cinco erros que atrapalham o sexo.
É o que aparece na cena de Patricia: o orgasmo veio quando ela juntou a mão à penetração. Fora da tela, a mão pode ser da própria pessoa ou de quem está com ela, e um vibrador cumpre a mesma função. Na prática, isso significa escolher posições em que a mão alcance o clitóris e não tratar o toque como sinal de que a penetração está falhando. Para o sexo oral, o assunto continua em o que as pesquisas dizem sobre sexo oral.
Lubrificação: a do corpo e a de farmácia
Com a excitação, o aumento do fluxo de sangue e as células da mucosa vaginal liberam líquido que reduz o atrito. A quantidade varia de pessoa para pessoa e de uma ocasião para outra, e é aí que o lubrificante entra. Lubrificação também não é o mesmo que squirt, assunto de Squirt e ejaculação feminina.
Uma pesquisa liderada por Debby Herbenick acompanhou cerca de 2.500 mulheres por cinco semanas, cada uma usando um de seis lubrificantes à base de água ou de silicone. No sexo vaginal, os dois tipos foram associados a relações mais prazerosas e mais satisfatórias, e sintomas como irritação ou dor foram raros. O estudo saiu no Journal of Sexual Medicine, segundo a editora Wiley.
Com camisinha de látex, a escolha do lubrificante importa. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo orienta usar gel à base de água, que não danifica o látex e reduz o risco de pequenas lesões na mucosa, por onde o HIV e outras infecções podem entrar. Óleo de bebê, loção, vaselina e óleo de cozinha ficam de fora: podem fazer a camisinha romper.

Camisinha: o jeito certo de usar
Patricia e Capoeira usaram preservativo na penetração. Fora do set, ele é o método que protege ao mesmo tempo contra gravidez e contra infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. As orientações do CDC, a agência de saúde pública dos Estados Unidos, para a camisinha externa:
- Coloque a camisinha na cabeça do pênis antes da relação. Sem circuncisão, puxe o prepúcio para trás primeiro.
- Aperte a ponta para tirar o ar e desenrole até a base.
- Depois, antes de tirar o pênis, segure a camisinha pela base e retire os dois juntos.
- Use uma de cada vez e nunca reaproveite. Duas sobrepostas não protegem mais.
- Não guarde na carteira: calor e atrito estragam o látex. E evite o espermicida nonoxinol-9, que pode irritar.
Existe também a camisinha interna, que é colocada dentro da vagina e protege contra gravidez, HIV e outras infecções. Ela não deve ser usada junto com a externa, porque o atrito entre as duas pode rompê-las.
O SUS distribui de graça camisinhas externas, internas e gel lubrificante. Em São Paulo, as camisinhas estão em qualquer Unidade Básica de Saúde, nos serviços especializados em IST/Aids e em mais de cem estações de metrô e terminais de ônibus; o gel, nos serviços de IST/Aids. O Ministério da Saúde recomenda o preservativo em todas as relações e um teste depois de qualquer contato sem proteção.
Sobre a cena
Patricia Kimberly contou como foi o primeiro filme em Patricia Kimberly: o primeiro filme, a conversa em casa e o que veio depois. As fichas dela e de Capoeira estão no Criadores Quente Club: Patricia Kimberly e Capoeira. Fotos das atrizes sem roupa ficam na galeria do Quente Club.
Nota de atualização
Texto reescrito em 8 de outubro de 2026. A versão de 2020 era uma galeria de fotos explícitas com a descrição da cena; as fotos com nudez saíram, assim como generalizações sobre os atores pela cor da pele e comparações com outros atores. O post passou a tratar de anatomia, lubrificação e preservativo, com fontes, e manteve duas fotos do início da cena.

