Conto de ficção em primeira pessoa, escrito a partir das cenas solo que Fabiane Thompson gravou para o Safada.tv. A carreira dela está no perfil de Fabiane Thompson.

Sou camgirl. É o que eu respondo quando os amigos perguntam por que gosto tanto de ficar em casa. O que eles não sabem é o que acontece quando fico sozinha: ligo a câmera e me exibo para quem me acompanha. Cada vez é uma brincadeira diferente, e quem decide o roteiro sou eu.

Numa dessas tardes eu estava de camiseta branca, shortinho e meias, sem nada programado, quando a vontade veio. Liguei a câmera e comecei devagar, mais provocando do que mostrando.

Os fãs andavam perguntando pelos meus pés, então resolvi dar a eles uma sessão só disso. Mostrei, passei hidratante devagar, fiz daquilo um pequeno espetáculo. Saber que do outro lado tinha gente que gosta tanto de pés me deixou excitada, e o que começou como demonstração virou outra coisa antes de a tarde acabar.

Tenho uma coleção de brinquedos, e cada um tem nome e ocasião. O “hellboy”, vermelho, apareceu numa tarde de saia curta e sutiã preto, com trilha sonora e sem pressa. Outro dia, sabendo que ia ficar sozinha por horas, decidi mostrar o resto da coleção de uma vez, de meia arrastão e top solto, e fui testando o que cada um fazia comigo até perder a conta.

Meu preferido é um vibrador que eu chamo de “marido”, porque dorme comigo todas as noites. Numa tarde de calça branca justa e top laranja, estreei nele um acessório novo e fiz o que os fãs depois chamaram de demonstração técnica. Acho que gostaram.

Teve também o “grandão”, um brinquedo cor de caramelo que eu tinha acabado de comprar e estreei numa noite sem sono, de hobby de seda branca. Fui até onde o corpo deixou, e o corpo deixou bastante.

Fabiane Thompson

Mas nenhuma dessas tardes foi tão inusitada quanto a do taco de beisebol. Comecei dançando com ele na mão, de top, calcinha preta e meias brancas até o joelho, rindo da ideia antes de levá-la a sério. Depois levei a sério. No fim, sorrindo, só conseguia pensar na próxima vez.

É por isso que é tão bom ficar em casa. Naquele quarto eu me libero e me divirto. Basta vontade, os brinquedos, imaginação e a câmera ligada.

Nota de atualização

Publicado em março de 2019 e revisado em setembro de 2026. O conto narrava cada cena em detalhe gráfico; esta versão mantém a narradora, os episódios e o desfecho, com as passagens explícitas resumidas. Deixamos claro que é ficção escrita a partir das cenas da atriz e retiramos o formulário que oferecia o áudio do conto, que não funciona mais.

Sobre o Autor

Fita Safada é a assinatura da redação do blog do Safada.tv. Os textos tratam dos filmes do estúdio, de quem trabalha neles e de temas de sexualidade.

Visualizar Artigos